Fim da patrulha

Hoje foi o meu primeiro dia na rede assumindo o novo status “relacionamento aberto”. Aproveitei a novidade que completava algumas horas de vida no facebook e lancei logo uma pergunta pela manhã:

Muitos amigos apoiaram a minha atitude e por incrível que pareça os gays são conservadores, ainda acreditam em monogamia. A maioria foi contra. Para minha surpresa a mulherada é muito mais avançada. Chega ser contraditório.

– Mulheres, vocês estão de parabéns! Muito mais amadurecidas que nós, bichas, sobre o tema.

Para não ficar patrulhando o meu namorado na rede, bloqueei ele em todos os aplicativos gays. Não quero mais saber. Como eu disse antes, tinha favoritado o coitado em todos os apps. Estava transformando a vida dele num inferno. Era bem provável que eu fizesse vigilância na portaria do prédio dele pra fazer check list de quem subisse. Sou dessas.

Ainda bem que resolvemos a nossa história de uma vez por todas na véspera do Natal.

– É óbvio que tudo isso só aconteceu após eu ter encontrado um preservativo usado no lixo do banheiro. Que não era o meu.

Esqueci de dizer esse acontecimento no post anterior. Em tempo agora você está atualizadx.

Professores se referem a estudantes como “alunxs” para não destacar gênero

Ter tido maturidade para abordar o assunto sem cair na porrada com ele foi uma obra de arte. Nem eu mesmo sabia que tinha essa qualidade. Acho que tem a ver com o meu novo estilo de vida: sou budista.

– Só pode!

Mudar de ideia não nos diminuiu

“Afirma-se constantemente que a realidade é mutável, dinâmica, por ser assim deveria ser normal mudarmos de ideia sobre ela. Porém, mudar de ideia mexe com orgulhos, exige humildade e nem sempre é ato bem visto”.

Aos 39 anos de idade coleciono pelo menos quatro relacionamentos falidos. O primeiro acabou por incompatibilidade na cama. O segundo foi por não concordamos um com o outro. O terceiro era um relacionamento abusivo. Muitas vezes caímos na porrada em público, em casa, em qualquer lugar. Foi o mais sofrido de todos. O quarto é mais recente, não teve um motivo aparente. Simplesmente não deu certo. Em todos eles desprendi uma energia enorme. Terminar um namoro pra mim não é tarefa fácil. É uma merda! Odeio fracassar. Difícil encarar outra realidade. Ter conhecido o meu atual namorado me obrigou a “sair da casinha”. Ele é estrangeiro, tem outra cultura e amor e sexo ao seu ver podem andar juntos ou separados. Conheço e sei que existem casais que não trepam mais faz anos. Alguns fingem que são felizes. Ninguém quer perder a pose. Talvez ele tenha tentado me dizer sobre “open relationship” mas não encontrou oportunidade. Eu sou ariano. Tenho um gênio do cão. Quando tenho certeza que estou certo ninguém me segura.

Mudei de ideia.

Ontem, véspera do Natal, foi dia de conversar. Passar a virada do dia 24 pro 25/12 e Reveillon já estava nos nossos planos desde março deste ano. Mesmo terminado o namoro a amizade não precisava acabar. Sempre fomos muito parceiros, amigos. Esse era o maior motivo para não quebrar o combinado. No meio do jantar – eu que fiz! – falamos sobre o nosso sexo. Ele reclamou que estava morno, não tinha novidade. Classificou como: “sexo dos anjos”. Até agora estou tentando decifrar o que ele disse ao pé da letra. Amor é óbvio que existe. Não se acaba de uma hora para outra. A gente faz uma boa dupla. Nos divertimos sempre.

– O que fazer então?

A gente sabia uma coisa: encontrar alguém bacana hoje em dia é difícil. É loteria achar alguém legal.

– Valeria a pena terminar?

Não sei ainda como será a nova dinâmica do casal. Estamos começando a criar regras. Eu sugeria a 3. Ele, sexo sem apego. Juntos, separados, o que der vontade. A premissa é chegar ao orgasmo e fim. Fechar a calça, se despedir do rapaz e bola pra frente. Sem trocar contato. Virar as costas.

– Se eu estou feliz com essa nova configuração?

Depois que eu parei de beber minha vida social morreu. Não tenho mais noitada. É academia, trabalho e casa. Não necessariamente nessa ordem.

– Se o meu namorado é legal?

Ele tem os olhos mais lindos que eu já tenha vi, azuis da cor do mar. Quando ele sorri pra mim é a coisa mais linda. Ele sabe usar bem as armas de sedução.

– Vale a pena jogar isso tudo fora por uma trepada sem compromisso?

Ficou combinado que eventualmente escolherei os nossos parceiros.

IMPORTANTE: Use camisinha sempre.

Novo status:

Casais fora do convencional driblam o ciúme e adotam o relacionamento aberto

?

Eventualmente me perguntam se eu sei qual foi o EX que me passou o vírus. Confesso que no dia do resultado tentei fazer um mapa, descobrir o culpado. Fiz cálculos, tentei culpar um ou outro mas desisti. Não adianta achar culpados. A culpa é minha também. Não transei com preservativo. É bem provável que a minha depressão foi fator importante a essa falta de cuidado. Por que culpar alguém? O importante é saber o resultado e sendo positivo, iniciar o tratamento. O passado a gente deixa para trás, morto e enterrado. O que interessa é o futuro. E é assim que deve ser.

Início da terapia antirretroviral precoce melhora os resultados para indivíduos infectados pelo HIV

Tchau 2017

A primeira vez que eu senti ânsia de vômito por estar nervoso foi em Viena. Ela foi causada pelo meu alto nível de estresse logo após descobrir o meu namorado online no aplicativo de sexo gay. Eu já desconfiava. Fui tirar a dúvida que martelava na minha cabeça e achei a resposta. O susto foi grande e a vontade de vomitar também. Nunca senti isso antes. “Quebrei o pau”. Ele prometeu não entrar mais. Eu acreditei. O desejo de interromper a viagem no meio do caminho foi gigante mas eu não cometi essa loucura porque teria que pagar uma taxa muito alta de mudança de voo e resolvi esquecer o assunto temporariamente e aproveitar a viagem. Os próximos dias se arrastaram e eu voltei para o Brasil menos apaixonado por ele. Bastou eu pousar no Rio para vê-lo online novamente. Favoritei o perfil dele na Europa para monitorar se o juramento estava de pé. Hashtag #SQN (Só que não). Decidi interromper de longe o nosso relacionamento sem sucesso. Tivemos outra nova discussão. Dessa vez foi pelo telefone. Como eu estava me preparando para iniciar um projeto itinerante de games retro não podia ter a cabeça ocupada com problemas pessoais. Resolvi deixar o assunto de lado e seguir o barco. Meus amigos diziam “deixa disso”, “ninguém é monogâmico”. De fato não acredito que sejam e eu também não sou e muito menos santo. A minha relutância em aceitar as aventuras dele tem a ver com o pedido feito no inicio do namoro: “relacionamento não pode ter traição”. Eu concordei. Não queria perde-lo. Estava recém saído das drogas e do álcool. Minha melhor companhia era ele. Tratava nosso relacionamento como merecimento da vida pelos meus cinco meses limpo. Hoje já somo quinze meses.

12 de dezembro acordei cinco horas da manhã. O combinado era eu buscá-lo no aeroporto internacional aqui do Rio. Cumpri o combinado. Dormi quatro horas do dia onze para o doze. Minha vida de empreendedor me tira da cama às 6h e me devolve à 1h. Isso tudo acontece porque trabalho e moro em lados opostos da cidade. Não é fácil ter negócio próprio. A luta é dobrada, triplicada. Eu estou uma pilha de nervos para nada dar errado. Nosso reencontro no saguão de chegada de passageiros não teve a mesma energia que o encontro anterior. Algo havia mudado. Tentei fazer sexo no mesmo dia da chegada mas a desculpa foi o cansaço. Com três dias chegado ao Rio marcamos um jantar com amigos. Gustavo e Mary queriam vê-lo. Como a minha jornada de trabalho é dobrada, doze a treze horas por dia, acabei perdendo o horário do restaurante. Resolvi então encontra-lo no apartamento dele. Pouco antes de chegar lá tive a terceira crise andando na calçada em frente ao Copacabana Palace. Ela aconteceu após eu ativar o app. Minutos antes de chegar na portaria do prédio onde ele mora. Ele me aguardava conectado. Transtornado me vi em duas situações: subir e conversar ou bloqueá-lo nas redes, WhatsApp e telefone. Subi. Ao me perguntar como tinha sido o meu dia respondi sobre o meu desapontamento. Não aceitei o convite para dormir lá e fui para casa pensar. No dia seguinte após várias mensagens no meu celular para conversarmos eu cedi. Antes tínhamos um almoço com outros amigos. Todos esperavam a gente. Fomos ao almoço e depois à praia. No apartamento voltamos a nossa conversa. “Todo gay tem grindr, scruff e isso não significa nada”, falou ele como se fosse a atitude mais natural do mundo. Até seria se o combinado fosse esse desde o início. Após ouvir vários “deixa disso” recuei na minha decisão de terminar e transamos para ficar tudo bem. Ele viajou pra Cabo Frio no início da semana e voltou ontem. Ao chegar em casa falamos rapidamente pelo aplicativo de mensagem instantânea e nos despedimos com a promessa de falarmos hoje. Após nos despedirmos entrei no aplicativo. Conectado! Pela quarta vez me deu vontade de vomitar e até agora não parou. Ela está mais agressiva que as vezes anteriores e veio acompanhada de uma dor grande de barriga. Quase evacuei nas calças ontem na rua mas consegui chegar casa. Já na cama desliguei o aplicativo, bloqueei ele em todas as plataformas de comunicação que existem entre nós e chorei. Acabo entrar no aplicativo novamente faz alguns minutos e como não seria diferente ele estava conectado. Aproveitei a deixa e encerrei a nossa história por lá. É o mesmo lugar onde nos conhecemos. Talvez aplicativos de sexo delivery não sejam os melhores lugares para encontrar um grande amor.

Diariamente faço escolhas na minha vida para ser feliz. Algumas delas são dolorosas. Mesmo que eu sofra no início é preciso seguir em frente. Esse ano foi o mais difícil de todos e também o mais especial. Estou crescendo na marra através da dor. Não estou reclamando. Ter conhecido Walter foi importante. Ele me incentivou a fazer o teste. Se não fosse ele eu não teria iniciado o meu tratamento. Talvez nem estaria mais aqui fazendo esse trabalho tão importante: o meu bloguedosandro.com

Não sabe o que é TAG e quais são os sintomas? Clique aqui!

Texto novo na área.

11/12 fiz 3 meses de blog. Ser lido por pouco mais de duas mil pessoas em tão pouco tempo me deixa bastante confiante. É sinal que estou no caminho certo e mostra também que tem muita gente prestando atenção em mim, no que eu falo. Ter decidido assumir ser soropositivo na rede não foi de um dia para o outro. Estudei muito sobre o assunto antes de sentar em frente ao computador e digitar. Era completamente ignorante. Não sabia nada. Coitada da Dra Cydia. Abusei muito da paciência dela com um turbilhão de perguntas. Agradeço imensamente a dedicação ímpar dela em me responder e explicar tudo sempre. Lotado de informação me senti capacitado para escrever e fui à luta. Em nenhum momento tive medo de perder trabalho ou ser evitado pelas pessoas por preconceito. Minha motivação em informar era muito maior. Eu poderia ter morrido. Meu CD4 era 109. Estava no limite. Não fazia o teste por medo. Ficava preocupado com o que pensariam de mim se eu fosse HIV positivo. Como eu era idiota. Depois que eu contei pra todo mundo fiquei mais forte, indestrutível. Essa coragem nasceu um pouquinho antes. Ela surgiu após eu ter vencido o álcool e as drogas. Hoje enfrento qualquer parada. Minha auto-confiança está bombando. Senti isso apenas na minha infância quando queria cantar mas ela foi roubada pelo meu abusador. O pouco que me lembro foi ter me tornado um jovem problemático, repetente na escola. Consequentemente me tornei um adulto fraco, cheio de inseguranças e culpas. Graças a Deus faz um ano e três meses que esse Sandro mané morreu, o mesmo tempo que eu estou limpo.

Saldo: Até o momento 3 pessoas me contaram que após ter lido o meu blog estão em tratamento. Foi conversando com elas e tirando pequenas dúvidas que as encorajei a fazerem o teste. Hoje não correm mais o risco de morrerem de AIDS.

O que mata o soropositivo não é o vírus HIV. É a falta de informação e o preconceito com a doença.

Repito: HIV/AIDS já poderia ter sido erradicado do planeta se todo mundo soubesse a sua sorologia e os soropositivos estivessem em tratamento.

Use sempre camisinha. Se você esteve em alguma situação de risco nas últimas 72 horas procure saber sobre o PeP. É soronegativo e deseja evitar o contagio? Leia sobre o PreP. Em breve estará disponível para você. Já era pra estar. Cadê Crivella? Temer????

Agradeço imensamente a todos que me lêem. É muito importante para mim saber que estou sendo útil de alguma forma. Sempre desejei ajudar pessoas. Acho que estou conseguindo.

Me ajude compartilhando o meu blog. Você poderá ajudar pessoas.

#SóPorHoje

Hoje completo 1 ano e 3 meses sem beber álcool. 15 meses sem ficar bêbado gastando dinheiro por aí sem poder. 65 semanas sem fazer sexo desprotegido com desconhecidos. 457 dias sem usar cocaína. 10.968 horas sem sentir ressaca moral. 658.080 minutos acordando e dormindo sem culpa e pontual com os meus compromissos. 39.484.800 segundos fazendo escolhas sem me arrepender depois.

No auge dos meus 39 anos não existe notícia melhor do que essa para mim. A saúde também vai muito bem.

BO (BlackOut)

BO

Comecei esquecendo alguns pequenos afazeres no início. Depois esqueci nomes de amigos e conhecidos. Ultimamente essas ausências de memória têm aumentado. Li no Google que o HIV pode ser responsável por essas falhas. Talvez a demora em saber o meu resultado e iniciar o tratamento pode ter causado esse diagnóstico. Pela primeira vez chorei. Aproveitei esse meu momento e fui atrás de duas amigas para pedir desculpas pelos meus últimos esquecimentos. Uma delas eu havia esquecido o nome e a outra eu tinha certeza que devia dinheiro de uma consulta dentária. Na troca de mensagens agora a tarde fui surpreendido. Nada devia. Acabo de conversar com a Dra Cydia, minha infectologista, e ela acredita que essas falhas de memórias podem estar ligadas ao meu novo estilo de vida. Por esse motivo posso estar pouco concentrado nos acontecimentos cotidianos, isso inclui nomes e ações, e focado demais na minha mudança profissional e pessoal. Nos despedimos no WhatsApp há poucos instantes e ela pediu para eu relaxar. Agora iremos acompanhar de perto. É bem provável que eu continue com esses blackouts. Se por um acaso eu esquecer o seu nome não se assuste. É uma novidade que está acontecendo constantemente.  Desculpe.

Explicando HIV, AIDS e INDETECTÁVEL

Muitas pessoas ainda não entendem como alguém pode ser portador do vírus HIV, portador e ter AIDS ou indetectável. Eu também não entendia. Foi vivendo com a doença que eu estudei e aprendi para poder explicar para você. Mas antes é importante  que você saiba sobre a contagem de células de defesa (CD4) que existem no nosso corpo humano.

contagem das células CD4 diz-nos quantas células CD4 estão presentes numa gota de sangue. Quantas mais, melhor.

Contagem/cópias por gota de sangue

entre 500 e 1200 = normal em pessoas soronegativas
entre 500 e 350 = pessoas soropositivas
abaixo de 200 = pessoas soropositivas, quadro clínico AIDS. Há um risco agravado de doença e infecções.

  • Pessoa saudável tem CD4 (células de defesa do corpo) acima de 800 cópias por gota de sangue.

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  • Pessoa infectada pelo HIV tem CD4  destruído pelo vírus.

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  • Pessoa soropositiva com CD4 menor que 200 cópias por gota de sangue estão com risco agravado de doenças se infecções

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  • Pessoa em tratamento, HIV não detectado, porém com AIDS voltará a produzir células CD4 saudáveis.

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  • Pessoa em tratamento, saudável, portadora do vírus HIV. Repare como as células CD4 representadas pela cor azul voltaram a se multiplicar no corpo humano.

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Até a próxima postagem.

Diagnóstico: Não tenho mais AIDS.

Desde o início do meu tratamento tardio venho lutando silenciosamente para reverter o diagnóstico AIDS. Todo soro positivo sem tratamento com CD4 abaixo de 200 cópias já se encontra em risco de vida, podendo sofrer com doenças oportunistas. Esse era o meu caso. Hoje não é mais.

Como você pode ver no resultado acima o CD4+/CD8 teve uma melhora significativa desde a sua primeira contagem em 16/3/2017, quando descobri ser portador do vírus. Minhas taxas estão aumentando aos poucos. O foco é chegar a 500.

Hoje também fui apresentado a minha nova carga viral: <40 cópias/ml. Confesso ter sentido um frio na espinha quando abri o resultado mas logo fui tranquilizado pela Dra Cydia que prefere essa contagem ao “Não detectado”. Muitas pessoas por ignorância acham que estão curadas e deixam de seguir com o tratamento.

Não importa se a sua contagem for <40 ou indetectável. Você não está curado. Em nenhuma hipótese deve parar o medicamento enquanto a cura da doença não for encontrada.

Hoje minha semana começou mais feliz porquê alcancei o diagnóstico portador do vírus HIV. É uma vitória.

É ou não é um bom motivo para se comemorar?

Em breve publicarei o meu bate-papo com a Dra Cydia gravado hoje no consultório. Foi uma conversa super bacana e esclarecedora. Tenho certeza que você vai gostar. Pode esperar.

Quando o amor une

Há uma semana decidi convidar artistas para estarem comigo lutando pelos direitos dos LGBTs. Disparei umas mensagens no whatsapp para algumas cantoras que eu já conhecia na esperança de ver se uma ou duas topavam vir para a 22a Parada LGBTI do Rio em Copacabana. Essa pilha só existiu após o meu amigo Ricardo me fazer o convite para levar a Pabllo. Para minha surpresa todas disseram sim. Me virei para conseguir dar o máximo de conforto pra elas. Pedi apoio para todo mundo. Foi uma corrente de amor. Todos ajudaram para isso acontecer. Estou muito feliz de ter realizado esse encontro. Sou militante e acredito que só o respeito e o amor transformam. Nestas fotos estão as pessoas que trabalharam comigo hoje para fazer esse show acontecer.

Marconi, Ricardo e Marcia (da esquerda pra direita) foto: Rodolfo Magalhães

Eu e Helio.

Preta Gil e Pabllo Vittar e mais famosas cantaram sem cachê na Parada Gay

Coluna Leo Dias (21/11/2017)

Veja o álbum completo de fotos no meu instagram: @sandronoinstagram

Fotos Iza, Aretuza e Pepita:Rodolfo Magalhães / Fotos Pabllo e Preta: Sandro Souza / Foto Valesca: Divulgação

Cronograma:

14h30

ARETUZA

Fala (3″)

Catuaba (3″11)

Vagabundo (2″41)

– Chegada Lexa e Iza no trio.

14h40

VALESCA

Fala (3″)

Viado (2″12)

Beijinho no Ombro (3″01)

To Solteira de Novo (2″58)

14h50

LEXA

Fala (3″)

Para de marra (3″06)

Movimento (2″35)

Posso ser (2″35)

Saída Preta e Pabllo do hotel.

15h

IZA

Fala (3″)

Te Pegar (3″30)

Quem Sabe Sou Eu (2″50)

Pesadão (3″20)

1Chegada Preta e Pabllo no trio.

15h15

PRETA

Fala (3″)

Vá se benzer (2″50)

Sinais de Fogo (3″40)

Stereo (4″02)

Eu quero e você quer (3″20)

15h25

PRETA FEAT PABLLO 

Decote (3″)

15h35

PABLLO

Fala (3″)

Medley 10”

Open Bar

Sua Cara

K.O.

Corpo Sensual

BONUS: ARETUZA e MULHER PEPITA

Foto: Rodolfo Magalhães