Poliamor relâmpago

Usei a caneta esferográfica para rabiscar os dedos da minha mão e ilustrar este post.

Faz pelo menos uns dois anos que eu me aventurei no poliamor. Nunca tinha vivido isso antes. Tive contato com essa forma de amar através de um amigo. O namoro dele na época era visto como um ato ofensivo, imoral. Eu nunca critiquei. Achava o máximo. Tinha curiosidade de entender como eram os três na intimidade. Transar eventualmente a 3, 4 ou mais eu já conhecia. O convívio a três que me fascinava. Até que um dia aconteceu.

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Conheci os dois rapazes numa boate da zona norte do Rio. Depois de ficar com um deles e terminar a noite com o outro, em momentos diferentes, por ironia do destino eles se conheciam e eram amigos. João (nome fictício), o segundo da noite, já tinha me dado OK para dormirmos juntos num motel próximo. Ao informarmos ao Pedro (nome fictício) a nossa decisão ele lembrou sobre a combinação que existia entre eles: irem embora juntos. Naquele momento vi minha oportunidade de fazer sexo ir por água a baixo. Para não perder a chance da noite convidei ele também. Os dois me olharam com os olhos esbugalhados, se olharam, concordaram fazendo gestos com as cabeças e fomos os três embora da pista de dança. Ao entrarmos no quarto o clima ficou tímido entre eles. Lembro de ter pedido uma garrafa de vinho para descontrair. Deu certo. O sexo foi ótimo naquela noite. Tive que dar conta dos dois. Eles eram muito mais novos do que eu, energia dobrada. Ficamos juntos por mais dois meses. O que fez o relacionamento não seguir a diate foi o fato deles perceberem que a amizade de anos poderia acabar. Nunca tinham ficado juntos antes. Na cama eles nem se tocavam. Beijavam-se porquê eu insistia. No nosso namoro tínhamos um combinado: não fazer nada separado. Criamos até um grupo no whatsapp para facilitar a comunicação do trisal. Conversa fora do grupo também estava proibida. Assunto entre a gente deveria ser feita na presença dos três, fosse ela “ao vivo” ou “online”. Por incrível que pareça cada um tinha uma particularidade. Me completavam de formas diferentes. Esse deve ter sido o motivo que me fez seguir a diante com o namoro. Algumas semanas depois, após muita insistência minha, a gente deu um tempo porque o sexo acabou esfriando. Transar a três já não deixava mais os dois a vontade. Tentei solucionar o problema separando a gente. Não deu certo. O que atrapalhou tudo foi o ciúme. Ambos gostavam de mim e não queriam ter que escolher. Encontrar separado era regra “não fazer”, combinação inicial e não podia ser quebrada. Para ninguém sair magoado da relação optamos em desfazer o namoro e desmanchar o grupo. Hoje eles são meus amigos no facebook. O tempo passou e acabamos perdendo o contato. Nunca mais nos vimos. Foi uma das melhores experiências que eu tive. Repetiria. Não com eles.

 

 

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