Falta de informação = óbito 

Ilustração Família da Paula. Ela é a filha representada no desenho.

Hoje conversando com a Paula, leitora do meu blog, soube que o HIV levou duas pessoas da sua família; a tia-avó e o marido. Maria (nome fictício) deixou quatro filhos pequenos há oito anos. Hoje o caçula tem 15 anos de idade. Todos os quatro irmãos foram criados pela tia, irmã da falecida e avó materna da leitora. Uma dos irmãos e prima dela de segundo grau também é sua irmã por parte de pai. A tia-avó era uma pessoa ativa sexualmente. O grande problema dela era: fazia sexo sem proteção. Ela e o marido morreram de AIDS. Ambos adoeceram de gripe em casa e não fizeram o tratamento por medo de sofrerem preconceito dos parentes e vizinhos. Não quiseram ficar mal falados na rua. Sem o tratamento adequado o quadro clínico evoluiu para pneumonia e não resistiram as complicaçōes da doença.

Quando eu pensei que essa notícia havia me impactado o suficiente recebo a mensagem de um rapaz da minha idade. Ele vinha tentando entrar em contato comigo há algumas horas sem sucesso. Por um acaso do destino os nossos perfis se cruzaram online e começamos a conversar. No desenrolar do papo ele me desabafou o medo que tinha de fazer o teste rápido. Disse ter se descuidado algumas vezes e sofria calado sem poder desabafar com amigos a insegurança de ser soropositivo. Nessa hora vi que estava de frente para uma pessoa com os mesmos medos da Maria. Parei tudo o que estava fazendo e por meia hora expliquei porque ele não deveria ter medo de saber o resultado. Alertei-o sobre o meu mau exemplo de ter ficado mais de vinte anos sem repetir o teste e encorajei-o de procurar um CTA (Centro de Testagem e Aconselhamento) mais próximo de sua casa. Ele me confessou o pavor que sentia. Não queria sofrer preconceito se o resultado fosse HIV +. Falei tudo que eu sabia sobre o vírus e sugeri fazer como eu fiz: ignorar o preconceito e combater a ignorância com informação. Nos depedimos e ele ficou com o meu whatsapp. Ele vai fazer o teste. Ficou mais calmo após eu ter esclarecido mais sobre a doença. Me agradeceu e fechamos o chat.

Infelizmente a falta de informação está matando pessoas. 

Médicos dizem que começar o tratamento cedo é crucial para conseguir atingir uma qualidade de vida melhor e por mais tempo. Mas ONGs de ajuda a soropositivos alertam que muitas pessoas ainda vivem sem saber que estão contaminadas.

A OMS (Organização Mundial da Saúde) recomenda que a terapia antirretroviral comece o mais cedo possível depois do diagnóstico do vírus.

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